Mimecast Limited, empresa líder em segurança de e-mail e resiliência cibernética, lançou hoje uma nova pesquisa que destaca o comportamento de risco dos funcionários usando dispositivos fornecidos pela empresa. Mais de 1,000 entrevistados em países em todo o mundo foram questionados sobre o uso de dispositivos de trabalho para atividades pessoais e como eles estão cientes dos riscos cibernéticos atuais.

 

Quase um terço dos profissionais dos Emirados Árabes Unidos admite ter aberto e-mails que considerou suspeitos
Josh Douglas, vice-presidente de inteligência de ameaças

 

No início deste ano, uma solicitação urgente para equipes de TI em todo o mundo era garantir a emissão eficiente de laptops e outros dispositivos de computação para os funcionários, já que grande parte da força de trabalho começou a trabalhar remotamente devido à nova pandemia de coronavírus (COVID-19).

O borrão da vida pessoal e profissional

A pesquisa do Mimecast descobriu que, nos Emirados Árabes Unidos, 87% dos entrevistados usam extensivamente o dispositivo fornecido pela empresa para assuntos pessoais, com dois terços (66%) admitindo um aumento na frequência desde que começaram a trabalhar remotamente. As atividades mais comuns foram verificar e-mails pessoais (57%), realizar transações financeiras (59%) e videochamadas com amigos e familiares (50%).

No Oriente Médio, 66% dos entrevistados disseram que havia o risco de verificar o e-mail pessoal como a causa de um grave erro de segurança e 65% achavam que navegar na web ou fazer compras online poderia causar um incidente.

Treinamento de Conscientização Nem Sempre Significa Comportamento Correto

Felizmente, todos os entrevistados nos Emirados Árabes Unidos (100%) afirmam estar cientes de que links em e-mails, sites de mídia social e sites podem infectar seus dispositivos. Oitenta e um por cento já receberam treinamento especial de conscientização sobre segurança cibernética relacionado ao trabalho de casa durante a pandemia. No entanto, isso nem sempre se traduz em colocar esse conhecimento em prática. 

Apesar da maioria dos entrevistados afirmarem que passaram por treinamento especial de conscientização, 61% ainda abriram e-mails que consideraram suspeitos. Enquanto isso, 50% dos entrevistados admitiram não reportar e-mails suspeitos para suas equipes de TI ou segurança.

A geração mais jovem pode ser o maior risco para uma organização

Apesar de ser a geração mais experiente em tecnologia, os trabalhadores mais jovens podem estar colocando as organizações em maior risco. Surpreendentemente, 50% da faixa etária de 16 a 24 anos nos Emirados Árabes Unidos admitiu ter aberto e-mails, embora parecessem suspeitos. Este grupo também é mais culpado de confundir os limites entre o uso profissional e pessoal desses dispositivos.

Todos na faixa etária de 16 a 24 anos (100%) relataram usar seus dispositivos emitidos para uso pessoal, enquanto apenas 50% dos mais velhos - 45 a 54 anos - admitiram o mesmo.

Os entrevistados tiveram em média 2.5 horas de atividade pessoal em seus dispositivos de trabalho por dia, acima da média global de 1.9 horas. Mais de um terço (34%) registrou mais de 3 horas de tempo de tela não relacionado ao trabalho, contra uma média global de 22%.

A pesquisa também revelou como os hábitos diferem entre homens e mulheres. Nos Emirados Árabes Unidos, 92% dos homens relataram usar seus dispositivos corporativos para negócios pessoais, contra 75% das mulheres.

Metodologia

Os dados foram coletados pelo Censuswide em setembro de 2020 com mais de 1,000 entrevistados de organizações no Reino Unido, Estados Unidos (EUA), Austrália, África do Sul, Holanda, Alemanha, Canadá e Emirados Árabes Unidos (EAU). As organizações incluídas têm mais de 100 funcionários e atualmente possuem um dispositivo móvel, laptop ou computador para trabalho fornecido pela empresa.